13/04/2016
Escrevo coisas que vivi e também não vivenciei, no entanto de alguma forma senti. Minhas mãos escrevem, mas quem comanda é o coração: o meu, o seu, o dele, o dela... Fui enviada para transmitir através da escrita algo que vem à mente, que me perturba, que me sufoca, que me alegra, que me emociona, que me entristece, no entanto não senti na pele metade do que escrevo. Não sei explicar... Simplesmente acontece. Na adolescência, eu dormia já com uma folha de papel em baixo do travesseiro; porque quando precisava escrever, tinha que ser na hora, e se não escrevesse não dormiria: ficaria com toda aquela escrita passando como filme em meu pensamento... Tudo começou em agosto de 2003, e eu já tinha o caderno perfeito, porquanto ele tinha que ser amarelado pelo tempo, mostrando seu desgaste e com aquele aroma de livros antigos. Era uma inspiração. Encontrei este caderno no porão da casa de meu avô, já então falecido na época... No momento que o vi, não sabia qual seria o seu destino, entretanto o guardei. Nele escrevi as primeiras poesias que tenho registradas. Nele há o desenho de uma águia, que me propus acrescentar-lhe uma carta escrito poesias (eu mesma desenhei) e assinei nela, se tornou o meu caderno de registros, escrevo ali na hora que os poemas me perpassam a mente, e após repassarei para cá... Também nas duas primeiras páginas do caderno tenho recordação de meu avô, pois ali ele descreve na íntegra um CONVAIR- 240. Dizia assim:
"Tipo de construção
1- O CONVAIR 240 é um monoplano de asa baixa, de construção totalmente metálica, com dois motores PRATT & WHITNEY[...] É um avião de altitude média com capacidade para quarenta passageiros e uma tripulação de cinco membros[...]."
- Seu último registro está com data de 02/09/1965, eu nem era nascida, pois nasci dia 15/06/1983. Ali meu avô descrevia boa parte deste avião, demonstrando em detalhes seu conhecimento e paixão por aviões... Ele trabalhou e se dedicou à Companhia Varig, que hoje infelizmente foi vendida e só existirá na memória daqueles que viveram em sua época. Por isso acho interessante registrar nossas memórias, para que não se percam no tempo, e sejam revividas em pensamentos. Ainda escreverei um livro sobre minha vida, talvez fictício, pois seria um belo drama romântico. Mas voltando... Este caderno que encontrei tinha 156 páginas em branco, praticamente todas, somente as duas primeiras e a última estavam com registros de meu avô. Em 2003, exatamente em 17/08 registrei nele, o primeiro poema , e na sequência escrevi 15 poemas, curioso perceber que parei de escrever neste mesmo ano e só voltei em 2005 com apenas 1 poema, então 2 anos sem escrever e quando retorno apenas um poema, e instigante que este único poema foi escrito 1 mês antes do meu pai falecer, realmente não tinha como eu prever, foi coincidência, pois ele falecera inesperadamente, não estava enfermo, mas essa é uma longa história que prometo contar um dia... Depois desse triste fato, se passaram 10 anos e eu não escrevia desde o falecimento dele. Só agora retornei a escrever... Incentivada por uma colega que viu na faculdade (Sou formada em Letras, mas votei a estudar para obter a formação de Pedagogia), ela viu eu escrever um poema na aula, assim do nada, e rapidamente sem pesquisar, sem olhar para nada, apenas para dentro de mim, como sempre fiz, mas para ela isso era uma novidade... Ela se impressionou. Lemos o poema para turma, não li, timidamente pedi para lerem e também não falei que havia escrito, até porque fazia parte da atividade que coincidentemente a professora propôs. Então apresentamos como um grupo, mas minhas colegas me incentivaram. Disseram que eu tinha um dom. E hoje, resolvi publicar meus poemas antigos e continuar a escrever... Até quando Deus quiser. Naquela mesma noite que fiz o poema para atividade de sala de aula, escrevi mais 09 poemas, logo vocês os conhecerão, pois serão os nove primeiros deste ano de 2016, enquanto não os registrei não conseguia dormir, voltou acontecer bem como antes na minha adolescência "se não escrever, não durmo". Eu tenho sonhos como todo ser humano, dentro deles está o de ser escritora. Numa entrevista que dei à Zero Hora em 2003, eu falei sobre isso, naquele momento queriam que eu fosse modelo, e eu queria uma chance de ser escritora, mas eles nem sabiam disso. Engraçado. Se passaram tantos anos, e hoje resolvi escrever... Estou feliz, porque neste espaço sou escritora! Na sequência conhecerão os poemas que minhas mãos escreveram, sei que é para o mundo, e que algo me conduz... Então, ofereço-lhes como um presente, algo que realmente acredito ter grande valor e que posso dar-lhes em grande quantidade, sim, a todos vocês que me leiem, digo ter grande valor, não porque escrevi, mas porque são sentimentos que nem eu vivi, são um presente de Deus, são sentimentos que nos fazem refletir, e até imaginar as diversas situações que vem impregnada em cada um deles. Eles vem ao natural, simplesmente os escrevo... Eu os recebo e os entrego com todo amor que minha alma pode ofertar. Ass: Luciane Stepanski
"Tipo de construção
1- O CONVAIR 240 é um monoplano de asa baixa, de construção totalmente metálica, com dois motores PRATT & WHITNEY[...] É um avião de altitude média com capacidade para quarenta passageiros e uma tripulação de cinco membros[...]."
- Seu último registro está com data de 02/09/1965, eu nem era nascida, pois nasci dia 15/06/1983. Ali meu avô descrevia boa parte deste avião, demonstrando em detalhes seu conhecimento e paixão por aviões... Ele trabalhou e se dedicou à Companhia Varig, que hoje infelizmente foi vendida e só existirá na memória daqueles que viveram em sua época. Por isso acho interessante registrar nossas memórias, para que não se percam no tempo, e sejam revividas em pensamentos. Ainda escreverei um livro sobre minha vida, talvez fictício, pois seria um belo drama romântico. Mas voltando... Este caderno que encontrei tinha 156 páginas em branco, praticamente todas, somente as duas primeiras e a última estavam com registros de meu avô. Em 2003, exatamente em 17/08 registrei nele, o primeiro poema , e na sequência escrevi 15 poemas, curioso perceber que parei de escrever neste mesmo ano e só voltei em 2005 com apenas 1 poema, então 2 anos sem escrever e quando retorno apenas um poema, e instigante que este único poema foi escrito 1 mês antes do meu pai falecer, realmente não tinha como eu prever, foi coincidência, pois ele falecera inesperadamente, não estava enfermo, mas essa é uma longa história que prometo contar um dia... Depois desse triste fato, se passaram 10 anos e eu não escrevia desde o falecimento dele. Só agora retornei a escrever... Incentivada por uma colega que viu na faculdade (Sou formada em Letras, mas votei a estudar para obter a formação de Pedagogia), ela viu eu escrever um poema na aula, assim do nada, e rapidamente sem pesquisar, sem olhar para nada, apenas para dentro de mim, como sempre fiz, mas para ela isso era uma novidade... Ela se impressionou. Lemos o poema para turma, não li, timidamente pedi para lerem e também não falei que havia escrito, até porque fazia parte da atividade que coincidentemente a professora propôs. Então apresentamos como um grupo, mas minhas colegas me incentivaram. Disseram que eu tinha um dom. E hoje, resolvi publicar meus poemas antigos e continuar a escrever... Até quando Deus quiser. Naquela mesma noite que fiz o poema para atividade de sala de aula, escrevi mais 09 poemas, logo vocês os conhecerão, pois serão os nove primeiros deste ano de 2016, enquanto não os registrei não conseguia dormir, voltou acontecer bem como antes na minha adolescência "se não escrever, não durmo". Eu tenho sonhos como todo ser humano, dentro deles está o de ser escritora. Numa entrevista que dei à Zero Hora em 2003, eu falei sobre isso, naquele momento queriam que eu fosse modelo, e eu queria uma chance de ser escritora, mas eles nem sabiam disso. Engraçado. Se passaram tantos anos, e hoje resolvi escrever... Estou feliz, porque neste espaço sou escritora! Na sequência conhecerão os poemas que minhas mãos escreveram, sei que é para o mundo, e que algo me conduz... Então, ofereço-lhes como um presente, algo que realmente acredito ter grande valor e que posso dar-lhes em grande quantidade, sim, a todos vocês que me leiem, digo ter grande valor, não porque escrevi, mas porque são sentimentos que nem eu vivi, são um presente de Deus, são sentimentos que nos fazem refletir, e até imaginar as diversas situações que vem impregnada em cada um deles. Eles vem ao natural, simplesmente os escrevo... Eu os recebo e os entrego com todo amor que minha alma pode ofertar. Ass: Luciane Stepanski
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